Crowdsourcing, oi?

Muito provavelmente você nunca ouviu falar sobre isso né? Por isso vou explicar um pouquinho…

Crowdsourcing basicamente é uma forma “barata” de se espalhar e trocar conhecimento, informações coletivas e voluntárias para diversos objetivos como resolver problemas, criar conteúdos, soluções e desenvolver tecnologia.

Um exemplo mais fácil de se entender isso é o Wikipédia. Uma plataforma que utiliza de informações que qualquer tem livre acesso e disponibilidade de depositar suas próprias informações.

Resumindo, o Crowdsourcing é o PODER DAS MULTIDÕES. Como assim? Pessoas se juntam na Internet por um objetivo em comum. Como a Primavera Árabe, pessoas se conhecem pela internet, se juntam e combinam de se encontrar para derrubar ditadores. Utilizam das mídias sociais para organizar todo esse processo, além de tentar sensibilizar outras pessoas ao redor do mundo. Isso cada vez vai se tornar mais e mais comum nos dias atuais, fazendo com que seja mais fácil a comunicação geral, troca de informações e organização de um todo. Antigamente por exemplo, na Ditadura aqui no Brasil, as pessoas queriam se juntar, mas por falta de comunicação, acabava sendo mais dificil de se juntarem todos no mesmo lugar, por tanto ocorriam movimentos mais isolados, e assim perdiam.

O exemplo mais atual é o Waze. Um aplicativo que utiliza das inormações que cada pessoa fornece para poder criar então uma fonte de informações a qual qualquer um que acesse pode se beneficiar também com as informações. Com mais de 50 milhões de usuários que ajudam a “construir” essa sociedade em que trocam informações sobre o trânsito, mapeamentos, preços de combustível, rotas alternativas, e etc. A pessoa apenas mantendo o aplicativo aberto já está ajudando mostrando suas rotas, assinalando lugares onde tenham possiveis radares, acidentes, blitz, vias bloqueadas, policia, estacionamentos ,e principalmente transito. Ele é diretamente conectado ao facebook o que faz com que mostre os amigos conectados e que estão no mesmo caminho, e podendo ajudá-los também.

Eu, particularmente tenho utilizado o aplicativo e tenho tido boas e ruins experiências. Muitas vezes ele “se perde” e nós automaticamente também. Mas ele realmente lhe dá ótimas alternativas em casos de transito, e de bloqueios.

Enfim, tudo nesse modelo de produção de informações é na base da troca. Diferente do Crowdfunding, que é uma troca de informações entre interesses comuns, porém com fins lucrativos.

4 meses depois…

Tanta coisa pode acontecer em 4 meses. Minha vida particularmente mudou muito: Mudei de período na faculdade, mudei de turma, de rotina, entre outras coisas. E consequentemente fui obrigada a me organizar de forma diferente. Junto com mudanças existem muitas consequências, boas e ruins. A princípio, uma das melhores consequências foi a minha melhoria geral na faculdade; melhorei na concentração, na organização de certa forma e principalmente nas notas. Mas algo que vejo como principal conquista foi o Blog.

Até duas semanas atrás tinha um parceiro, Jonas Machado, que fazia os posts comigo,  aqui, mas infelizmente ele teve que sair e eu estou levando o blog sozinha desde então. O que no começo era considerado uma obrigação, agora virou algo prazeroso, que acabo passando a maior parte do tempo do dia pensando. Quando leio algo na internet, quando vejo algum comercial na TV, ou até em conversas com amigos, família e na própria faculdade. Me vejo o tempo todo pensando em novos posts, em algo interessante que posso falar aqui.

Tudo bem, imagino que meu blog não tenha muitas vizualizações, nem sou alguém influente. Mas sempre quis ter um blog e poder compartilhar algo, poder expressar o que penso, o que conheço, passar algo de meu, ou que aprendi, para alguém… Minha ideia de blog não era falar sobre publicidade e sim de moda. Mas nunca tinha pensado em juntar os dois. Quem sabe não me inspiro, mudo o tema e começo a falar sobre isso aqui?

Enfim, tenho certeza que esse blog foi um grande aprendizado pra mim, em diversos aspectos, tanto ligados à publicidade, quanto ao resto. Acho que hoje em dia, ter um blog, estar conectado no mundo virtual é essencial, principalmente no mundo publicitário, temos que estar ligados todo o tempo e vou tornar disso não obrigação, mas um habito e algo para o resto da minha vida.

Até a próxima (que prometo tentar fazer um post sobre moda e publicidade).

Pessoas ou mídia, o que é mais influente?

Ao ler o texto “A mídia somos nozes” do professor Eric Messa (http://ecode.messa.com.br/2009/10/midia-somos-nozes.html) conclui alguns pontos.

Hoje em dia vivemos mergulhados dentro de um mundo midiático que nos cerca de informaçoes e propagandas e algumas vezes podemos até nos sentir de certa forma sufocados. Até que você se depara com aquele “ídolo” comentando sobre uma marca que ele próprio recentemente usou E aprovou. Você muito provavelmente vai se interessar mais do que se fosse apenas um comercial na sua página do facebook, certo?

Desde sempre o boca-a-boca foi uma forma econômica e eficiente de se obter reverberação para um produto ou marca.

Além dos exemplos citados no texto, ser convidado para uma pré-estréia, distribuição de amostras grátis, degustações nos pontos de venda (que seguem o conceito de merchandising), e vestir estrelas em programas ou em premiações como Oscar, tinham por objetivo utilizar estas personagens como mídia para influenciar uma “tribo”. Isso, porém, ocorre em diversos grupos de pessoas, um caso no meu meio pessoal é de meninas influentes da Internet que ganham alguns produtos de determinada marca com o intuito de divulgá-las em suas paginas sociais, fazendo com que assim, suas seguidoras queiram também os mesmos produtos.

O surgimento da internet apenas provocou um crescimento exponencial para esta velha ferramenta utilizada por grandes marcas (como é citado no texto).

Quantos sites e lojas virtuais não oferecem créditos por indicações?

Este é o principio do Marketing Multinível ou Marketing de Rede, que é um modelo comercial que depende do “recrutamento progressivo” de pessoas. Segundo Will Marks “O marketing de rede é um sistema de distribuição, ou forma de marketing, que movimenta bens e/ou serviços do fabricante para o consumidor por meio de uma ‘rede’ de contratantes independentes’.

Merchandising, Tie-in ou Product Placement

Em uma das minhas primeiras aulas de Marketing aprendemos a grande diferença entre o que acreditavamos saber e o que realmente era Marketing e o Tie-in ou Product Placement.

Quantas vezes você já não viu nos créditos de alguma novela, ou até mesmo em programas como o BBB, em uma das linhas o título: Merchandising, falando que era alguma marca que eles propagavam. Isso porém está errado, o merchandising na verdade é qualquer tipo de técnica, ação, ou material promocional (não a promoção em si) aplicada no ponto de venda, e não inserido dentro de alguma mídia, isso recebe o nome de Product placement, ou Tie-in.

O merchandising surgiu na década de 30, nos EUA, quando os proprietários das “lojinhas” de balcão da época começaram a notar como a vitrine ajudava nas vendas, principalmente dos produtos expostos. Eles resolveram adotar a mesma técnica para toda a loja, tirando os balcões e tornando tudo em uma grande vitrine, transformando-se em lojas de auto serviço, na qual o consumidor escolhe seu próprio produto. Em seguida, surgiram os supermercados que utilizavam do merchandising para dar destaque a determinadas mercadorias, começando do layout da loja, até corredores, prateleiras, e disposição dos produtos e suas respectivas promoções.

Desde os anos 80, até os dias atuais, as novelas da Globo procuram um jeito de inserir uma marca dentro da história da trama. Por exemplo uma agência do itaú, ou uma marca de carro usada pelas personagens, além da própria moda ditada por elas (quem não se lembra da pulseira-anel que Jade usava em “O Clone”?). Com o tempo, a Globo começou  a perceber que essas modas iam para as ruas e resolveu tentar lucrar em cima disso, criando a Globo Marcas (www.globomarcas.com.br).

Recentemente essa técnica vem ganhando muito espaço, por exemplo uma marca brasileira de cachaça, 51, utilizou-a em um programa de grande audiência tanto no Brasil quanto no mundo:

http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/o-placement-e-a-boa-ideia-da-51-no-the-big-bang-theory?page=1&utm_campaign=news-marketing.html&utm_medium=e-mail&utm_source=newsletter

Portanto, podemos ver como estas técnicas vem crescendo cada vez mais e que há uma grande diferença entre Merchandising e Tie-in ou Product Placement, tomando muito cuidado ao mencionar cada um dos dois para não cometer uma gafe.

Até a próxima, Julia d’Orsi

”Não é assim, uma Brastemp…”

‘Não é assimmmmmmm, uma Brastemp’

http://www.youtube.com/watch?v=TFIi8m0brx8

Quem não se lembra destes comerciais antigos que acabaram se tornando um bordão até hoje, fazendo parte da cultura popular brasileira, sendo utilizada por diversas pessoas para diversas outras ‘Definições’ mesmo que não sendo para os eletrodomésticos da Brastemp, porém que tivessem uma qualidade ruim.

No video, apesar da qualidade ruim, podemos ouvir bem a ênfase com que todos os atores dizem:  ‘não é assimmmm, uma Brastemp.’

Recentemente houve algo parecido com a Nissan, que fez os ‘Pôneis Malditos’ para posIcionar sua marca numa posição superior à concorrência. Utilizando de uma figura de linguagem, os Pôneis Malditos como eles chamavam os ‘cavalos’ da concorrente que não se comparavam com os ‘cavalos’ da Nissan. Esta ‘musica’ causou muita polêmica na época  por quase ser punida pelo CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária – ‘Organização não-governamental que visa impedir que a publicidade enganosa ou abusiva cause constrangimento ao consumidor ou a empresas’.) por julgarem a peça como ‘inadequada para crianças por associar elementos do universo infantil – no caso, os pôneis – à palavra “malditos”.’ Aqui a explicação completa:

http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/poneis-malditos-escapa-de-punicao-do-conar

http://www.youtube.com/watch?v=4-Ei7oNXPpk

Carnaval “na boa”

Navegando pelo blog www.blogcitario.blog.br me interessei imensamente por diversos posts. Caio Costa, o autor do blog, fala de igual para igual com os leitores e faz posts interessantes que realmente chamam atenção. Um dos posts que mais me interessou foi o sobre uma ação feita pela Almap BBDO no Carnaval do Rio de Janeiro deste ano. Desde o carnaval de 2011 até o deste ano que eu estive presente, a cerveja Antartica predominou por todo o Rio de Janeiro, eles utilizam de várias formas para atrair o público, e caso você queira tomar uma cerveja durante os ‘bloquinhos’, na praia ou aonde for, você raramente encontrará outra cerveja que não seja Antartica.

No post Caio analisa a ação que se baseia em uma ‘Catraca da Boa’ a qual, segundo ele: “atingiu vários objetivos de uma só vez: reforçou sua imagem, praticou responsabilidade social ao juntar uma boa quantidade de latinhas vazias e salvou muitas vidas ao incentivar os bêbados a usarem o metrô de graça.”

Eu, particularmente, de dentro da situação acho incrivel o que é feito nestes eventos, principalmente para chamar a atenção, eles investem uma grande quantia, associando a marca com um mega evento o que traz um grande retorno institucional. Tanto no carnaval deste ano, quanto no do ano passado ganhei dois chapéus da Antartica:

Imagem

No post de Caio tem um video contando como funciona toda a ação. Vale apena ver tanto este video quanto outros posts.

Até a próxima, Julia

Como tudo começou…..

Você já parou pra pensar um pouco sobre um todo em relação a história da publicidade?

Como ela começou? De onde ela veio? Quais foram as primeiras propagandas ou comerciais? Que tipo de técnicas eram utilizadas? Aqui no brasil, quando ela surgiu?

Enfim, a publicidade existe desde a antiguidade, porém ganhou maior destaque após a revolução francesa. Ela tem a função de divulgar ideias publicas associadas à empresas, produtos, serviços, e comércio.

Atualmente, todas as atividades humanas se beneficiam como o uso da publicidade: Médicos, Engenheiros entre outros, divulgam por meio dela, os seus serviços; os artistas anunciam suas exposições, seus discos, seus livros; a própria ciência também vem utilizando os recursos da publicidade, promovendo suas descobertas e seus congressos por meio de cartazes, revistas, jornais, filmes, Internet e outros tipos de mídias.

Dentro da publicidade está a propaganda segundo a maioria dos historiadores um dos primeiros indícios de propaganda é ainscrição de Behistun (c. 515 a.C.), detalhando a ascensão de Dario I ao trono persa.

Cientificamente, as propagandas foram organizadas e aplicadas primeiramente pelo jornalista Walter Lippman e pelo psicólogo Edward Bernays (Sobrinho de Sigmund Freud). Durante a Primeira Guerra Mundial eles foram contratados pelo presidente dos EUA à influenciar a opinião pública para entrar na guerra os apoiando e uma forte campanha anti-alemã, que foi tão intensa que marcou fortemente os negócios norte-americanos. (Como já comentamos neste post: https://baudapublicidade.wordpress.com/2013/04/07/i-want-you/)

A Segunda Guerra Mundial continuou utilizando da propaganda como arma de guerra.

Na Alemanha Nazista liderada por Adolf Hitler, havia o Ministério da Conscientização Pública e Propaganda que ditava o que jornalistas, escritores e artistas diziam e faziam fazendo com que influenciasse o povo.

Durante a Guerra Fria tanto a União Soviética quanto os EUA utilizaram amplamente a propaganda. Usando filmes, programas de TV e rádio para influenciar seus próprios cidadãos.

A primeira agência de Publicidade, Volney B. Palmer, surgiu em Filadélfia em

1841. Em 1861 existiam já 20 agências de Publicidade apenas em Nova Iorque, entre elas a J. Walter Thompson, hoje em dia a agência mais antiga ainda em funcionamento.

No Brasil, a propaganda começou por volta de 1809 e eram em forma de classificados, se vendiam ou compravam imoveis, escravos, além de procurá-los quando fugitivos.

No final do século XIX os anúncios (grandes e com muitas figuras) começaram a ser publicados em jornais ou em praças publicas e instituições.

Em 1913 surge a primeira agência de propaganda no Brasil, Eclética. A qual contratava escritores e artistas para prepararem os textos e ilustrações dos anúncios. Anunciava nos principais meios de comunicação como revistas, jornais, cartazes e mala-direta; os principais clientes eram Ford, Texaco, Kolynos, Palmolive, Aveia Quaker, Sabonete Euacalol, Biscoitos Aymoré, entre outros.

Na década de XX chega ao Brasil o rádio, que seria um ótimo meio comunicacional e um marco na publicidade Brasileira. A General Motors tinha um departamento de publicidade desde 1926, porém que se desenvolveu em 1929. Foi aí que entrou a primeira grande agência multinacional no Brasil: JWThompson. Entre 1930 e 1940 surgem os SPOTS e outdoors.

Já na década de 50 surgem os Jingles e promoções de dia dos pais e dia das mães que aqueceria o período mais fraco do comércio, o que hoje tornou-se um dos períodos que mais movimentam dinheiro.

Em 1949 há um convênio entre as principais agências para a fixação de normas e padrão para a regulamentação da propaganda, surgindo então a ABAP (Associação Brasileira de Agências de Propaganda).

Em 1950 começa a funcionar a TV brasileira. Inicialmente não foi fácil de introduzir a televisão pela duvida que foi gerada de se realmente seria eficaz. Porém, pouco tempo depois foi se tornando o meio de comunicação preferido da população. E superando as arrecadações publicitárias das rádios. Na mesma época vai surgindo também as estratégias como promoções, pesquisas de mercado, entre outros.

Em 1951 é criada a Escola de Propaganda do Brasil. Em 1953 a Fundação Getúlio Vargas cria um curso de marketing em sua pós graduação. Dentre outros fatos importantes da década.

Na década de 60/70 o governo militar da ditadura, ciente do poder de comunicação de massa, passa a ser um dos principais anunciantes (Como nas guerras da Europa e EUA).

Entre 80 e 90 há a criação do CONAR (Conselho Nacional de Auto Regulamentação Publicitária). Já em 1987 há mais de 2 mil agências de publicidade no Brasil.

Entre 90 e 2000 é consolidada a TV por assinatura. Surge a MTV (primeira emissora segmentada do país). E é lançado o Código de Defesa do Consumidor.

Em 95 a internet começa a modificar o mercado e ganha status de nova mídia.

Concluindo, isso tudo é uma pequena parte de uma grande história que tem a publicidade. Mas um ótimo começo para tentar entender de onde surgiu algo que move tantas outras carreiras, profissões e profissionais.