Sociedade da (auto)exposição

Farei esse post usando como base do meu discurso o texto “Foi você quem vazou aquelas suas fotos no Facebook?”, de Eric Messa.

http://ecode.messa.com.br/2012/06/foi-voce-quem-vazou-aquelas-suas-fotos.html

A mais de 8 anos grandes empresas vasculham os perfis de seus candidatos na redes sociais antes de contratar alguem para um cargo de confiança. Você contrataria o seu diretos sabendo que domingo é o dia dele encher a cara com os amigos? E se segunda-feira for o dia da ressaca? Não sejamos tão radicais, mas não é tão estranho quento parece pensar assim.

Pois bem, talvez seja melhor você excluir seu facebook para arrumar um emprego ou antes de conhecer o sogro? Infelizmente ou felizmente na sociedade da exposição, se você fugir alguém fará isso para você com certeza.

Cada vez mais reparo em pessoas fazendo coisas muito legais, de verdade, (uma viagem, um restaurante…) parando tudo e todos para tirar aquela foto do Instagram ou deixando de aproveitar como poderiam apenas para mostrar aos outros que estão se divertindo.

Eu diria que esse sociedade da (AUTO)exposição está se tornando cada vez mais a sociedade o fake, onde se tenta mostrar tudo, menos a realidade. Mas com tantos emissores, fica dificil administrar sua própria imagem.

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O que é o Foursquare?

Fousquare é um aplicativo com aproximadamente 6,5 milhões de usuários, para dispositivos móveis conectados à internet, que também pode ser considerado uma rede social, baseada em compartilhar a localização do usuário.

Ao chegar em um local no qual o usuário considera interessante, ele ativa o aplicativo para fazer um “check-in” e mostrar aos seus contatos onde está ou pretendem estar. Ao mesmo tempo, ele pode saber onde seus amigos, que possuem o mesmo aplicativo, estão.

O aplicativo pode conceder o título de “prefeito”, um termo definido pelo próprio Foursquare, à pessoa que mais possuir visitas a um determinado local, como restaurantes, lojas, estabelecimentos, bares, boates, ou até mesmo prédios comerciais e ruas. E as próprias marcas/lojas utilizam disso para atrair cada vez mais consumidores e torná-los mais assíduos, um exemplo é nos EUA, Starbucks, Gap e Diesel promovem ofertas para os que mais marcam presença em suas unidades.

Hoje em dia, vários estabelecimentos em São Paulo utilizam a mesma técnica para fidelizar os clientes e incentivar a maior frequencia de outros, oferecendo diversos prêmios ou descontos. Por exemplo, no bar Melograno os clientes ganham um chopp Bamberg Pilsen depois do terceiro “check-in”, ou no caso da pizzaria 1900 e o Zena Caffè, que oferecem desconto de 10% a quem mais marca presença em seus estabelecimentos durante a semana. Mesmo assim, ainda são poucos os locais que utilizam disso aqui no Brasil e poderiam chamar muito mais atenção do público.

Este vídeo explica como funciona o Foursquare em todas suas funcionalidades:

Outro aplicativo/rede social que vem chamando atenção do público e “roubando” um pouco do espaço do Foursquare é o Instagram, mas isso fica pro próximo post…

Posso te dar uma dica?

Um dos primeiros comerciais de cartão de crédito VISA aqui no Brasil você vê aqui (2:01 min):

http://www.youtube.com/watch?v=jzGvwDDzHVo

A maior prova de que os comerciais vem evoluindo com o passar do tempo é o de que eles vem cada vez mais fazendo você se entreter e ficar mais e mais intrigado com a “historinha” nele.

Um exempo é o o novo comercial da Visa que fazem uma sátira à copa de 2014 no Brasil:

http://www.youtube.com/watch?v=7GgQpZ5YpNU

“AH LELEK LEK”

No inicio do mês a Mercedez-Benz lançou na internet duas campanhas de apresentação de seu novo Classe-A 2013 no Youtube:

A primeira num estilo clássico, tradicional,  que contempla mais o carro:

E a segunda, na intenção de chamar a atenção do público utilizaram de uma música polêmica:

A música utilizada para o segundo vídeo “ALELEK LEK”  (http://www.youtube.com/watch?v=E1AC_k9izjY) vem chamando a atenção da mídia e das pessoas.

Tudo começou pelo fato de um dos principais divulgadores ser o jogador Neymar (http://www.youtube.com/watch?v=numNwGM2uCc).

A partir daí a música começou a ser divulgada em baladas, festas, programas de TV e redes sociais.

A proposta da campanha apesar de ser controversa de certa forma atingiu seu objetivo como um viral do produto. Enquanto o primeiro vídeo praticamente com as mesmas imagens atingiu 185.415 exibições no Youtube até hoje, o segundo vídeo já tem 2.174.364 exibições. Se o objetivo era pegar carona com o sucesso da música para divulgar seu carro, de certa forma ela é vitoriosa. Por outro lado como valor de marca deste produto talvez não seja o que a Mercedes-Benz procura.

Alguns pontos positivos da campanha são:

– Viralização do vídeo, com a estratégia ele foi visualizado por mais pessoas, consequentemente de uma forma ou outra atingiu todos os públicos.

– A música se encaixou muito bem à campanha (Pelo “A” de Classe A ligado ao “A” de AH LELEK LEK, além do controle que o carro possuí até “no passinho do volante” que é uma parte da música).

– Identificação com o público jovem independente da classe social, que pode ou não consumir o carro.

E outros pontos negativos também:

– A música não atinge o principal target do produto (A grande maioria de consumidores desta marca não tem o costume de ouvir este tipo de música).

– A música pode agregar ao carro e à marca um valor que não condiz com o mesmo.

– Usando este recurso da música a marca acaba perdendo de certa forma credibilidade e status por ter criado uma piada.

Há algum tempo atras aconteceu uma situação semelhante: Uma dupla de sertanejo universitário lançou uma música chamada “Camaro Amarelo” que virou um hit. A partir daí surgiram muitas críticas boas e ruins. Pessoas compraram o carro pela música e outras que já tinham o carro se sentiram envergonhados em tê-lo.

No nosso ponto de vista a campanha com certeza chamou atenção, porém talvez não do público certo desta marca. A Mercedez-Benz atinge um público de classe média alta que provavelmente não se identifica com a música.

I WANT YOU!

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Você conhece o Tio Sam?

 

Com certeza você já ouviu falar dele, Tio Sam, um dos símbolos nacionais mais famosos do mundo.

 

Os EUA quiseram escolher um “personagem” paternalista e intimidador.

 

A publicidade de massa, assim como os EUA com o Tio Sam, sempre se utilizou de figuras que demonstrassem as funções e qualidade de seus produtos ou, no caso, de seu país.

 

Como assim?

Em outros casos temos também o sucrilhos Kellogs que utiliza da imagem do tigre para atrair crianças e demonstrar que, quem comer sucrilhos Kellogs, crescerá forte como ele:

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Ou o Elefante da CICA para mostrar que o extrato de tomate da CICA rendia MUITO:

http://www.youtube.com/watch?v=ejjZkO9Vga0

Há o Mr. Músculo, que mostra o poder do produto de limpeza, facilitando o trabalho da dona de casa:

http://www.youtube.com/watch?v=vZ_EQD9DogE

E o Cachorro Cofap, para dizer que seus amortecedores de carro eram os mais seguros.

http://www.youtube.com/watch?v=FQC-VvBQjfk

Os EUA então, utilizaram a figura paternal do Tio Sam, o próprio Pai dos anos 40-50 que mandava os filhos para a cama, a mulher para o fogão, para convocar seus jovens a se alistarem, a população a comprarem bônus de guerras (títulos que financiavam a fabricação de armas etc). Tanto quanto as publicidades de massa usam de imagens para atraírem seus consumidores de todas as formas possíveis.

Análise texto “MELHOR QUE POSSUIR”

No texto Melhor Que Possuir, Kevin Kelly alguns conceitos são nomeados e apresentados pelo autor. Sobre tudo o Princípio da Desmaterialização, onde tudo que é ou sempre foi palpável começa a deixar de existir no mundo real.

Aplicando este conceito à internet fica fácil compreende-lo. Antes dela existir se alguém quisesse ler um livro teria que ir até a livraria e comprá-lo, hoje em dia ainda existe esta opção, porem este livro pode ser comprado e lido digitalmente direto da tela do computador. O processo além de baratear a obra ainda abre para o leitor um leque infinito de opções que ele poderia não encontrar em uma loja, por falta de espaço de armazenamento ou falta de público. Isso fortalece cada vez mais um mercado de nichos onde o usuário pode achar exatamente o que procura, por menos massificado que seja.

Kelly discorre sobre o conceito de ALUGAR melhor que POSSUIR e POSSE FRACIONADA. Por que eu vou comprar um produto ou serviço se eu posso alugar e ter os mesmos benefícios?

Novamente vou usar um exemplo da internet e fornecimento de conteúdo para explicar. Quando eu estou na minha casa e quero assistir um filme eu não vou a uma loja, compro um dvd e levo pra casa. Por algumas razoes; Posso chegar na loja e não achar o filme que eu queria, vou ter que pagar 50 reais para assistir uma única vez e não tenho espaço na minha estante para coloca-lo depois. Seguindo a lógica do texto eu iria ao site do Netflix e alugaria por um décimo desse valor o filme para assistir em casa.

Qual o problema disso? A internet, desde a época do Kazaa, em que eu baixava os vídeos que queria assistir de graça e os guardava no computador para assistir de novo, sempre esteve relacionada ao gratuito, existe um inconsciente coletivo que diz que tudo que vem da internet tem que ser de graça. Uma pessoa compra a revista na banca por 15 reais, mas não quer pagar 2 reais para ler online, só lê pelo computador de conseguir baixar um pdf gratuito, mesmo sendo ilegal. Por isso muitas revistas e jornais criados para ipad deixaram de existir. Voltando ao assunto, quando estou em casa e quero assistir a um filme uso a lógica do Kazaa, baixo ele para o meu computador via torrent e assisto. O que mudou é que antes era difícil e demorado para baixar conteúdo, por isso eu os armazenava. Agora eu assisto o filme que baixei em 10 minutos e o deleto em seguida, se eu quiser assisti-lo novamente eu sei onde encontrar rapidamente. Não vale a pena armazenar ele no meu hd.

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Eu acho que no Brasil para o sistema de aluguel online se desenvolver é preciso oferecer alguma coisa que o usuário ainda não tenha de graça. As pessoas usam o torrent não mais para armazenar o que baixam, mas para usar e descartar. Como se fosse um aluguel sem ter que pagar. O aluguel existe, mas está sendo aplicado de outra forma pelos usuários.

 

 

Como é importante que todos possam se expressar

 

Você já parou para pensar quantos milhões de blogs existem nos dias atuais? Já viu quantas pessoas utilizam desses blogs para expor suas opiniões, falar do que sentem, se comunicar com milhões de pessoas de lugares diferentes, de culturas, idades, raças diferentes?

Hoje li dois textos: The Cluetrain Manifesto e você, seu produto ou sua organização para o mundo.

Lendo “você, seu produto ou sua organização para o mundo”’ do livro BLOG de Hugh Hewitt vemos a importância que tem um blog nos dias de hoje, como ele pode fazer a diferença em diversos aspectos, como por exemplo na publicidade. No próprio texto ele fala sobre como alguém influente pode ajudar e atrapalhar uma marca mencionando a mesma num de seus textos de seu blog.

Já o texto The Cluetrain Manifesto, o qual se trata de 95 teses para uma empresa ter um bom relacionamento com seus consumidores e trabalhadores, fala sobre uma “Conversação Global”, e como ela influencia no mercado, como ela ajudou os mundos atuais, e como ela funciona. E dentro desta conversação global existem muitos pontos que essas 95 teses se baseiam, como por exemplo a comunicação das empresas e seus consumidores, como é importante que essa comunicação seja de forma igualitária, sendo uma comunicação interessante para as duas partes, entre outros pontos. Relacionando tudo isso com o outro texto sobre blog, vemos como é importante que existam blogs onde os consumidores tenham a oportunidade de expressarem suas opiniões sobre os produtos, onde as empresas possam se basear para melhorar seus produtos, seus serviços. Como é essencial que as próprias empresas tenham meios com os que as pessoas tenham como entrar em contato, tenham como se informar e ter seus direitos.

Portanto chegamos a conclusão de quão importante, extremamente indispensável é esse mundo digital, essa comunicação acessível, global e claro atualmente. E você? O que gostaria de falar para quem quiser ouvir? Por que não criar um blog onde pode expressar o que quiser para quem quiser saber? Pense nisso. Imagem